Apesar de intervenções emergenciais, milhares de residências ainda passam por problemas. Lista completa dos locais atingidos foi atualizada
A crise hídrica no Estado do Rio de Janeiro segue impactando milhares de moradores nesta sexta-feira (9). Intervenções realizadas nos últimos dias já foram concluídas, mas os reflexos no abastecimento ainda são sentidos, com prazos distintos de normalização conforme a região e a concessionária responsável.
Crise hídrica segue evoluindo no Estado do Rio: O abastecimento de água permanece irregular em diversas cidades do Estado do Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 9 de janeiro, mesmo após a conclusão de reparos emergenciais e manutenções programadas realizadas nos últimos dias. Segundo comunicados oficiais das concessionárias e da Cedae, embora parte das intervenções já tenha sido finalizada, o processo de normalização ocorre de forma gradativa. Em áreas elevadas, pontas de rede e bairros mais afastados, os efeitos do serviço continuam sendo sentidos pela população.
Sistema Guandu: reparos concluídos, mas normalização ainda é gradual: Na madrugada de quinta-feira (8), a Cedae concluiu um reparo emergencial em uma tubulação interna do Sistema Guandu, por volta das 2h. A produção de água foi retomada gradualmente e, às 7h30, o sistema já operava com cerca de 100% da capacidade. Durante o período de manutenção, realizado na tarde de quarta-feira (7), o sistema chegou a operar com apenas 50% da capacidade, o que impactou diretamente o abastecimento da capital e da Baixada Fluminense. Mesmo com a retomada total da produção, a Águas do Rio informou que a regularização do fornecimento ocorre de forma progressiva. No município do Rio de Janeiro, a previsão é de normalização em até 24 horas, podendo se estender em áreas mais altas e nas extremidades da rede. Já na Baixada Fluminense, o prazo estimado é de 72 horas ou mais. Os municípios afetados incluem Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Queimados e São João de Meriti.
Redução emergencial na produção afetou o abastecimento na quarta-feira: Na noite de quarta-feira (7), antes da conclusão do reparo, a Águas do Rio havia informado que o Sistema Guandu apresentava uma redução significativa de capacidade, sem prazo imediato para normalização naquele momento. A diminuição da produção impactou diretamente o abastecimento da capital fluminense e de cidades da Baixada. Diante do cenário, a concessionária orientou os moradores a adiar atividades de alto consumo de água, recomendação que segue válida até a completa regularização.
Barra de São João teve suspensão temporária por manutenção externa: No distrito de Barra de São João, em Casimiro de Abreu, o abastecimento foi temporariamente suspenso na tarde de quinta-feira (8). A interrupção ocorreu devido a uma manutenção realizada pela concessionária Rio+Saneamento na Estação de Tratamento de Água Rio Dourado, localizada em Rio das Ostras. Após a conclusão do serviço, o fornecimento entrou em processo de normalização gradativa, com maior demora prevista para áreas elevadas e extremidades do sistema.
Cachoeiras de Macacu enfrentou impacto por reparo na rede local: Em Cachoeiras de Macacu, o abastecimento de água tratada ficou comprometido na quarta-feira (7) em razão de um reparo na rede de distribuição da AMAE, autarquia municipal responsável pelo sistema. O serviço foi realizado das 5h às 17h. Apesar da conclusão do trabalho, a distribuição ainda apresenta instabilidade em alguns pontos, reflexo do tempo necessário para o reequilíbrio do sistema.
Chuvas reduzem produção de água em Macaé: No Norte Fluminense, a Cedae reduziu em cerca de 20% a operação do sistema que abastece Macaé na quinta-feira (8). A medida emergencial, com duração estimada de 72 horas, foi adotada devido às chuvas intensas que atingiram a região, com o objetivo de preservar a qualidade da água captada. Bairros da sede do município tiveram o fornecimento comprometido, especialmente imóveis sem reservatórios. A companhia orienta o uso consciente da água e disponibiliza caminhões-pipa para situações emergenciais.
Manutenção emergencial afetou comunidade na Praça Seca: Na Zona Sudoeste do Rio, a Iguá Rio realizou, desde a noite de terça-feira (6), um reparo emergencial na Estação Elevatória de Água Tratada do Morro São José Operário, na Praça Seca. O funcionamento da unidade foi paralisado às 21h41, afetando o abastecimento da Comunidade São José Operário. A concessionária informou que a normalização ocorre de forma gradativa após o restabelecimento da operação e mantém caminhões-pipa disponíveis, com prioridade para unidades de saúde.
Recomendações das concessionárias: Enquanto o abastecimento não é totalmente regularizado, as concessionárias reforçam a orientação para que os moradores adiem atividades que demandem alto consumo de água e utilizem os reservatórios de forma racional. Canais de atendimento seguem disponíveis para informações e solicitações emergenciais, incluindo caminhão-pipa, conforme a área de atuação de cada empresa.
Perguntas rápidas sobre a crise no abastecimento de água
Por que ainda falta água mesmo após o fim dos reparos? Porque a normalização do sistema ocorre de forma gradativa, especialmente em áreas elevadas e pontas de rede.
Quais regiões ainda podem sentir mais os impactos? Baixada Fluminense, bairros altos da capital, comunidades e áreas mais afastadas dos centros de distribuição.
O que fazer enquanto o fornecimento não normaliza? Economizar água, adiar tarefas não essenciais e acionar a concessionária em casos emergenciais.