Lista de cidades e bairros do Estado do Rio com problemas no abastecimento vai aumentar. Veja todos os locais atingidos, na matéria
O fim de 2025 e o início de 2026 são marcados por uma crise no abastecimento de água em diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro. Comunicados de concessionárias indicam que, apesar de intervenções já concluídas, a normalização pode ultrapassar o prazo regulatório de até 72 horas, afetando milhares de residências em ao menos 14 municípios.
Escassez hídrica e calor agravam o cenário no estado
Nesta sexta-feira (2), moradores do Rio de Janeiro, Baixada Fluminense, Região dos Lagos e Norte Fluminense relatam falta de água há dias — e, em alguns casos, há mais de três semanas.As concessionárias atribuem o cenário à estiagem prolongada, altas temperaturas, consumo elevado e restrições operacionais em sistemas de captação e tratamento, o que tem dificultado a regularização plena do abastecimento.
Intervenções começaram no fim de dezembro
Os primeiros registros oficiais datam de 30 de dezembro de 2025, quando a Águas do Rio informou restrições no Sistema Acari, operado pela Cedae, afetando bairros de Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Queimados e Nova Iguaçu.Segundo a concessionária, a redução da oferta não pode ser compensada integralmente pelo Sistema Guandu, devido a limitações estruturais já reconhecidas pela Cedae.
Baixada Fluminense concentra maior número de bairros afetados
Na Baixada Fluminense, foram listados mais de 90 bairros com abastecimento reduzido ou intermitente.Somente em Duque de Caxias, mais de 50 bairros aparecem nos comunicados. Em Nova Iguaçu, ao menos 18 localidades foram citadas. Também há registros em Japeri e Queimados, ampliando o impacto sobre uma região de alta densidade populacional.
Região dos Lagos enfrenta queda drástica na captação
Em Maricá, comunicado de 30/12 aponta operação das ETAs Ponta Negra e Maricá com apenas 25% da capacidade, afetando partes do município, incluindo Itaipuaçu e Inoã, mesmo com reforço do Sistema Imunana-Laranjal.Já em Tanguá, a captação opera com 30% da capacidade, conforme comunicado de 31/12, com normalização condicionada à chegada de chuvas.
Municípios do interior também sofrem impactos
No Noroeste Fluminense, Itaocara e Cambuci tiveram o abastecimento comprometido em bairros específicos devido a reparos no sistema de captação, concluídos no dia 31/12.Em Itaperuna, a Cedae finalizou um reparo emergencial na ETA às 19h45 do dia 31/12, mas informou que a normalização pode levar até 72 horas, especialmente devido à alta demanda provocada pela onda de calor.
Manutenções e falhas elétricas ampliam instabilidade
No Norte Fluminense, a ETA de Quissamã passou por manutenção no dia 30/12, com previsão de até 12 horas para normalização após o término.Na capital, bairros da Zona Oeste, como Jacarepaguá e Taquara, tiveram o abastecimento afetado por quedas de energia elétrica em estações de bombeamento, segundo comunicados da Iguá Rio. Apesar dos reparos concluídos ainda em 31/12, a recuperação ocorre de forma gradativa.
Miguel Pereira também registra avaria em rede
Em Miguel Pereira, uma nova avaria provocada por obras de terceiros afetou o abastecimento nos bairros Praça da Ponte, São Judas Tadeu e Parque Guararapes, abrangendo todo o distrito Sede. A Iguá Rio informou que o serviço foi finalizado, mas que a instabilidade pode persistir até a completa recuperação do sistema.
Prazo regulatório pode ser ultrapassado
Embora a maioria das intervenções tenha sido concluída até o fim de 2025, as concessionárias alertam que o prazo de normalização — que costuma variar entre 24 e 72 horas — pode ser superado, especialmente em períodos de calor extremo e consumo elevado.Caminhões-pipa estão sendo disponibilizados, com prioridade para hospitais, clínicas e unidades de saúde.
Perguntas rápidas sobre o abastecimento de água
Você está enfrentando falta de água há mais de três dias na sua cidade?
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O uso de caminhão-pipa tem sido suficiente na sua região?