Polêmica sobre o bairro escolhido toma as redes sociais. Veja os detalhes na matéria
A confirmação de avanços para a implantação de 144 apartamentos do Minha Casa Minha Vida em Olaria gerou forte reação na sociedade friburguense. Moradores e representantes políticos pedem estudos de impacto, debate público e análise de viabilidade antes da definição do local.
Avanço do projeto habitacional em Olaria
O prefeito Johnny Maycon anunciou, na última semana, a possibilidade de implantação de 144 apartamentos do Programa Minha Casa Minha Vida em um terreno próximo ao Ginásio Adhemar Combat, na Via Expressa, em Olaria. Segundo a gestão municipal, o município já cumpriu os requisitos iniciais exigidos pelo Governo Federal, como comprovação de infraestrutura no entorno.O investimento previsto é de cerca de R$ 24 milhões, com recursos federais. A prefeitura informou ainda que enviará à Câmara o pedido de doação do terreno ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), representado pela Caixa Econômica Federal.
O que diz a Prefeitura sobre o impacto na Via Expressa
Em publicação oficial, Johnny Maycon destacou que a área utilizada na Via Expressa para lazer e eventos seria preservada. Segundo ele, o projeto urbanístico “não causaria qualquer prejuízo à sociedade” caso seja aprovado. O prefeito também agradeceu o trabalho da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária, responsável pelos encaminhamentos iniciais.A gestão municipal afirma que o Edital de Chamamento Público para credenciamento das empresas será divulgado em breve no Diário Oficial.
Reações de moradores e lideranças políticas
O anúncio gerou forte mobilização de entidades, associações de moradores e representantes políticos. Moradores de Olaria, Cônego, Via Expressa e arredores afirmam que a decisão foi tomada sem debate prévio e sem divulgação de estudos técnicos que comprovem a viabilidade do local.Entre as vozes públicas que se manifestaram contrárias à forma como o processo foi conduzido estão o vereador Maicon Gonçalves, o vereador Marcos Marins e o ex-candidato a prefeito José Alexandre. As críticas giram em torno da ausência de debate comunitário e de informações mais detalhadas sobre o impacto estrutural do conjunto habitacional.
Encontro no Cônego e abaixo-assinado
Na manhã desta segunda-feira, 24, moradores organizaram uma reunião no GPH, na Praça de Santana, no Cônego, para discutir o tema e alinhar propostas de encaminhamento. Um abaixo-assinado circula entre os bairros da região pedindo que a prefeitura suspenda o processo até que estudos completos de impacto urbano, social e viário sejam divulgados.As associações de moradores pedem maior participação da população na decisão, afirmando que a escolha do local deve considerar mobilidade, acessos, oferta de serviços públicos, risco geológico, drenagem, segurança e qualidade de vida para as famílias que serão contempladas.
Argumentos apresentados pelos moradores
Segundo representantes das associações, uma iniciativa deste porte exige análise de viabilidade, estudo de impacto e definição de uma área adequada, que contemple infraestrutura real e condições de segurança para as famílias atendidas pelo programa. O entendimento é de que, sem essas etapas, a escolha da Via Expressa pode trazer riscos e sobrecarga aos serviços da região.Moradores defendem que o debate seja ampliado, com participação de especialistas e audiências públicas.
Participe: sua opinião sobre o projeto habitacional
Você acredita que a Via Expressa é um local adequado para receber o conjunto habitacional?
A prefeitura deveria publicar estudos detalhados antes de avançar com o projeto?
Você considera que moradores foram ouvidos de forma suficiente até agora?