GRAVÍSSIMO: Vídeo mostra onde a câmera estava e a descoberta do local onde as imagens ficavam armazenadas chocam
Polícia Civil investiga a denúncia de uma câmera oculta instalada em banheiro de uma escola particular em Bangu, que supostamente transmitia imagens de alunos à direção da unidade. A instituição nega irregularidades e diz colaborar com as autoridades.
Equipamento foi encontrado por estudantes e apreendido pela polícia
Estudantes do Centro Educacional Orion, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, denunciaram a existência de uma câmera escondida no banheiro masculino da unidade. Segundo informações da Polícia Civil, o equipamento filmava crianças e adolescentes e transmitia as imagens para a sala da direção.De acordo com o delegado Alexandre Cardoso, da 34ª DP (Bangu), os próprios alunos encontraram o dispositivo, instalado discretamente no portal de madeira que separa a área dos mictórios. Após o flagrante, os estudantes comunicaram a direção da escola, mas, segundo relatos, não houve uma reação imediata.“Eles perceberam que existiam imagens capturadas no banheiro e transmitidas direto para a sala do diretor”, afirmou o delegado.O equipamento foi apreendido por agentes da 34ª DP, e as imagens registradas serão periciadas. A polícia tenta descobrir se o material era armazenado localmente ou transmitido pela internet.
Direção da escola nega irregularidades e fala em fake news
Em nota oficial, o Centro Educacional Orion, que atua há mais de 40 anos na região, afirmou que “nunca houve qualquer imagem sensível que pudesse expor funcionários e alunos”. A escola declarou ter colaborado com as autoridades e se colocado à disposição para perícias técnicas.“A instituição reafirma seu compromisso com a segurança e integridade dos alunos e informa que seu departamento jurídico tomará medidas contra a disseminação de informações falsas”, diz o comunicado.A direção ainda reforçou que está disponível 24 horas para prestar esclarecimentos aos responsáveis e autoridades.
Investigação em andamento: responsáveis serão ouvidos
A Polícia Civil informou que o diretor, o proprietário e outros funcionários do colégio foram intimados a prestar depoimento. Pais de alunos e outros colaboradores também devem ser ouvidos nos próximos dias.Segundo o delegado Alexandre Cardoso, fatos anteriores estão sendo reunidos para verificar se houve outras denúncias ou registros semelhantes.“Não estamos descartando nenhuma hipótese”, afirmou o investigador.A corporação também comunicou que oficiará as secretarias Municipal e Estadual de Educação, além do Conselho Tutelar, para acompanhamento do caso e proteção integral das crianças e adolescentes.
Especialistas alertam para responsabilidade penal e protocolos de segurança
Advogados consultados pelo EcoSerrano explicam que, caso se comprove a instalação da câmera com o objetivo de registrar imagens íntimas, o caso pode ser enquadrado como violação de intimidade e registro não autorizado de imagem de menores, crimes previstos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).Especialistas defendem que escolas, públicas ou privadas, adotem protocolos rígidos de monitoramento e auditorias periódicas em sistemas de segurança, com transparência total aos pais e responsáveis.
Privacidade em ambientes escolares
O episódio em Bangu reacende o debate sobre privacidade e segurança digital em instituições de ensino, tema que tem ganhado relevância em todo o país. Nos últimos anos, cresceu o número de investigações sobre uso indevido de câmeras em espaços privados, segundo dados da Polícia Civil do Rio.
Mini questionário – entenda o caso
📍 Onde ocorreu o caso? Na escola particular Centro Educacional Orion, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro.🎥 O que foi encontrado? Uma câmera escondida que, segundo a polícia, filmava alunos no banheiro e transmitia as imagens à sala da direção.⚖️ O que diz a escola? A direção nega as acusações, diz colaborar com as autoridades e afirma que vai processar quem espalhar informações falsas.👮 O que faz a Polícia Civil? Apura as circunstâncias da instalação e o destino das imagens, ouvindo funcionários, direção e pais de alunos.🧒 Que órgãos foram acionados? Secretarias de Educação e o Conselho Tutelar, para garantir proteção aos estudantes.