Paisagem chuvosa no Rio de Janeiro com montanhas e a Baía de Guanabara sob céu nublado.

La Niña retorna mais potente e provoca alterações climáticas até fevereiro de 2026

No Estado do Rio de Janeiro, a promessa é de frio e chuva. Veja os impactos esperados 

La Niña retorna ao Pacífico e deve durar até fevereiro de 2026, afetando chuvas, temperaturas e produção agrícola no Brasil. O fenômeno climático La Niña está de volta e deve permanecer ativo até fevereiro de 2026, conforme anunciou na quinta-feira (9/10) a Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA (NOAA). Caracterizado pelo esfriamento das águas superficiais do Pacífico, o fenômeno influencia o clima global, alterando padrões de chuva e temperatura.

O que diz a previsão para o Rio de Janeiro? Descubra abaixo

De acordo com o Centro de Previsão Climática dos EUA, o La Niña de 2025 é considerado fraco. O índice Niño-3.4 registrou -0,5°C, indicando que as anomalias de temperatura no Pacífico central e leste ainda estão abaixo da média. “Um La Niña fraco tende a reduzir os impactos típicos de inverno, mas sinais previsíveis ainda influenciam as orientações de previsão”, informou o órgão. Impactos esperados no Brasil O fenômeno deve afetar de forma mais significativa os estados do Sul do Brasil, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com redução de chuvas. Segundo o meteorologista Gilvan Sampaio (Inpe), agricultores devem se preparar para minimizar perdas, especialmente nas culturas de grãos. Para a pecuária bovina, os efeitos podem ser positivos: chuvas acima da média em outubro e novembro em regiões como Mato Grosso do Sul e Tocantins podem melhorar pastagens e favorecer retenção de fêmeas, conforme análise de João Figueiredo, da Datagro Pecuária. No Sudeste e Centro-Oeste, a previsão aponta para períodos mais frios, com temperaturas abaixo da média histórica. Cultivos de frutas, principalmente no eixo Sul-Sudeste, podem sofrer impactos em caso de deficiência hídrica, alerta Eduardo Assad, FGV Agro. Como o La Niña atua Durante o La Niña, há anomalia negativa na temperatura do Pacífico equatorial, mantendo-se por pelo menos cinco trimestres consecutivos. O fenômeno é o oposto do El Niño, que provoca aquecimento oceânico. Os efeitos típicos incluem:
  • Chuvas acima da média no Norte e Nordeste
  • Tempo mais seco no Sul
  • Risco de estiagem e aumento de incêndios no Pantanal e Amazônia
  • Queda de temperatura no Sudeste e Centro-Oeste
A última vez que o La Niña esteve ativo no Brasil foi entre 2020 e 2023, provocando secas consecutivas no Sul e períodos frios em várias regiões. Preparação e atenção Produtores rurais e pecuaristas devem acompanhar previsões locais e adotar medidas preventivas. O fenômeno interage com outros sistemas atmosféricos, tornando seu efeito variável de ano para ano, especialmente em episódios fracos e de curta duração.

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