Sindicato denuncia exploração de costureiras em Nova Friburgo
O setor do vestuário é um dos mais tradicionais de Nova Friburgo, mas por trás da força econômica, há histórias de desigualdade e precarização que afetam diretamente as trabalhadoras.De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Vestuário, a categoria é formada majoritariamente por mulheres, muitas delas mães e chefes de família. Apesar da dedicação e da habilidade em produzir peças de alto padrão, essas profissionais convivem com uma realidade de baixa remuneração, jornadas extensas e falta de direitos básicos.
Jornadas que chegam a 16 horas por dia
Em muitas facções, costureiras passam até 16 horas diárias em frente à máquina de costura, segundo relatos coletados pelo sindicato. As peças, muitas vezes destinadas ao mercado de luxo, exigem acabamento minucioso e alta qualidade, mas a contrapartida financeira é desproporcional ao esforço.O sindicato aponta que os pagamentos são frequentemente baixos, atrasados e sem garantias legais. A ausência de carteira assinada, benefícios e respeito à legislação trabalhista aprofunda o quadro de vulnerabilidade dessas profissionais.
Mulheres chefes de família na linha de frente
Grande parte das costureiras são responsáveis pelo sustento da casa e dos filhos. Para o sindicato, isso amplia ainda mais o impacto da precarização, já que os baixos salários comprometem não apenas a vida das trabalhadoras, mas também a de suas famílias.“Estamos falando de mulheres fortes, que sustentam suas casas, mas que continuam invisíveis para muitos. Nosso papel é lutar pela valorização e pelo fim da exploração”, destacou a direção do Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário.
Sindicato pressiona por mudanças
O sindicato afirma que tem intensificado fiscalizações, denúncias e diálogos institucionais para combater o cenário de exploração. A entidade defende a formalização dos contratos, o cumprimento da legislação trabalhista e o respeito às jornadas de trabalho.Segundo representantes, a luta não é apenas por melhores salários, mas pelo reconhecimento da importância dessas mulheres para a economia e para a história de Nova Friburgo, considerada a capital nacional da moda íntima.
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