Da Capital ao interior: Veja onde estão localizados todos os vulcões do Rio de Janeiro
O passado vulcânico do Rio de Janeiro
Embora não ativos hoje, diversos pontos do estado do Rio de Janeiro guardam vestígios de vulcões pré-históricos. Esses fenômenos datam do Período Cretáceo, entre 100 e 60 milhões de anos atrás, época em que o Atlântico Sul se formava e intensos processos magmáticos ocorreram na região.Segundo especialistas em geologia, essas antigas erupções deram origem a maciços rochosos e relevos que hoje são símbolos da paisagem carioca, moldando desde montanhas até elevações isoladas no litoral.
Maciços urbanos e rochas ígneas
O Maciço da Tijuca e o Maciço da Pedra Branca não são vulcões propriamente ditos, mas formam-se a partir de rochas ígneas oriundas de antigos derrames de magma.Pontos icônicos do Rio, como o Corcovado, o Pão de Açúcar e a Pedra da Gávea, possuem origem ligada a esse vulcanismo antigo, que solidificou há milhões de anos e hoje integra a paisagem urbana e turística.
Serra do Itatiaia: vestígio vulcânico na divisa RJ–MG
O Maciço do Itatiaia, na divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, é formado por rochas vulcânicas e intrusivas. Geólogos afirmam que se trata do remanescente de um enorme vulcão extinto, ativo há cerca de 60 milhões de anos.Ali são encontradas rochas como nefelina sienito e fonólito, típicas de vulcanismo profundo, que hoje servem de estudo para entender a evolução geológica do Sudeste brasileiro.
Morro do São João e o vulcanismo no litoral
No litoral fluminense, entre Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, o Morro do São João é uma formação de rochas alcalinas de origem magmática. Essas elevações isoladas surgiram durante episódios de vulcanismo relacionados à separação dos continentes, deixando sinais que ainda podem ser observados por geólogos e curiosos.
Vulcanismo alcalino do Cretáceo em diferentes regiões
Pesquisas apontam a presença de rochas vulcânicas alcalinas em locais como Itatiaia, Mendanha, Tanguá, Cabo Frio, Rio Bonito e Nova Iguaçu. Esse “arco magmático” está distribuído em pontos isolados, e o estudo dessas rochas ajuda a compreender a dinâmica geológica do período Cretáceo no Sudeste do Brasil.
Curiosidade: o “vulcão de Nova Iguaçu”
Durante décadas, acreditou-se que Nova Iguaçu abrigava o único vulcão do Brasil. Hoje se sabe que o local não possui cratera visível, mas sim restos de atividade vulcânica antiga — rochas alcalinas solidificadas. O local chegou a ser estudado como o Parque do Vulcão de Nova Iguaçu, reforçando a importância da preservação desses vestígios para educação geológica e turismo científico.