Mão sob água corrente em contexto de reparos emergenciais no abastecimento de água.

RJ sem água: crise pode avançar no fim de semana e moradores relatam revolta

Problemas no abastecimento persistem em várias cidades. Veja os locais afetados

Diversos reparos e manutenções no sistema de abastecimento de água do Rio de Janeiro, realizados entre os dias 2 e 4 de setembro, deixaram milhares de moradores sem fornecimento. Apesar de a previsão oficial ser de até 72 horas para a normalização após cada intervenção, moradores de diferentes regiões relatam estar há mais de uma semana sem água. A instabilidade deve se estender pelo fim de semana, aumentando a preocupação da população.

Regiões afetadas pelas intervenções

Aperibé e Cambuci

Na quarta-feira (03/09), a Águas do Rio suspendeu o fornecimento em Aperibé e no distrito de Funil, em Cambuci, para reparos no sistema de bombeamento da captação de água bruta.

Belford Roxo e Duque de Caxias

Na terça-feira (02/09), um vazamento em rede distribuidora em Belford Roxo levou à suspensão do abastecimento também em bairros de Duque de Caxias. A concessionária informou que o retorno do fornecimento será gradativo e poderá levar até 72 horas ou mais em áreas elevadas. Bairros afetados incluem: Lote XV, Maringá, Nova Aurora, Parque dos Ferreiras, Vale do Ypê, Wona (em Belford Roxo) e regiões como Xerém, Saracuruna, Pilar e Santa Cruz da Serra (em Duque de Caxias).

Japeri

Na quinta-feira (04/09), a Cedae paralisou a Estação de Tratamento de Água (ETA) Japeri para manutenção preventiva. A interrupção atingiu bairros como Centro, Chacrinha, Nova Belém e Fazenda Americana.

Mangaratiba

Ainda na quinta-feira (04/09), a Cedae realizou manutenção na unidade Serra do Piloto, em Mangaratiba. Os bairros afetados foram Centro, Bela Vista, Praia do Saco, Ibicuí e Nova Mangaratiba.

Zona Oeste do Rio de Janeiro

A concessionária Iguá executou reparos emergenciais que atingiram bairros como Curicica (Comunidade Dois Irmãos) e Taquara, também com previsão de até 72 horas para regularização.

Revolta da população

Nas redes sociais e em grupos comunitários, moradores reclamam da demora para a normalização. Há relatos de famílias que acumulam mais de uma semana sem fornecimento, mesmo em áreas onde os reparos já foram concluídos. Enquanto concessionárias disponibilizam caminhões-pipa em caráter emergencial, moradores afirmam que o atendimento não supre a demanda.

O que dizem as concessionárias

  • A Águas do Rio reforçou a necessidade de economizar água durante os períodos de instabilidade e orientou que os moradores adiem atividades de alto consumo.
  • A Cedae informou que serviços em Japeri e Mangaratiba foram programados para garantir a segurança operacional do sistema.
  • A Iguá destacou que clientes devem manter contato via central de atendimento para emergências e pedidos de caminhão-pipa.

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