MPRJ fez ainda revelações chocantes sobre o caso que contou com apreensão de armas e detalhou o esquema. Identidades dos suspeitos foram revelados
Mandados de prisão e busca na Região Serrana
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15 de agosto), uma operação em Nova Friburgo para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra três pessoas denunciadas por suposta participação em uma rede de extorsão e agiotagem.Segundo o MPRJ, os alvos da investigação são Luiz Alexandre Silva, conhecido como Tenório, Flávia Ouverney Canela e Emile Canela.
Acusações e funcionamento do esquema
As apurações indicam que o grupo, liderado por Tenório — ex-policial militar —, atuava com cobranças violentas, incluindo agressões físicas, ameaças de morte e uso de armas de fogo. A denúncia aponta que eles exploravam principalmente pessoas de baixo poder aquisitivo, oferecendo empréstimos ilegais com juros abusivos, que poderiam chegar a 20% ao mês.Operação do MP mira grupo suspeito de extorsão e agiotagem. Armas apreendidas.
Comércio como fachada
O MPRJ afirma que Tenório e Flávia mantinham um comércio de cestas básicas e veículos usados, onde também trabalhava Emile, filha de Flávia. Nos fundos do estabelecimento, segundo as investigações, funcionava o esquema de agiotagem. Clientes que não conseguiam quitar os valores no prazo enfrentavam cobranças sob forte intimidação.Entre os bens apreendidos, está um porrete com a inscrição “Direitos Humanos”, além de veículos que, conforme apurado, seriam provenientes de dívidas não pagas.
Relatos de vítimas
De acordo com o Ministério Público, existem relatos de que Tenório teria exigido a entrega de imóveis como forma de quitar dívidas, utilizando armas de fogo para intimidar as vítimas. Flávia, ainda segundo o órgão, era responsável por captar clientes e elaborar contratos, enquanto Emily teria conhecimento integral das atividades, embora não participasse diretamente das ações de cobrança.
Próximos passos
Os três investigados vão responder por associação criminosa, roubo e extorsão. O MPRJ reforçou que as investigações seguem para identificar outras possíveis vítimas e eventuais integrantes do grupo.