Veja os detalhes dos crimes cometidos na reportagem. Nomes das empresas vazaram
Ministério Público denuncia grupo por golpe de financiamento imobiliário no Rio de Janeiro
O Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), denunciou 21 pessoas à Justiça pelos crimes de estelionato e organização criminosa.Segundo o GAECO, os crimes eram cometidos por meio de falsas promessas de financiamento imobiliário e veicular, lesando dezenas de pessoas no estado.
Como o golpe funcionava?
De acordo com a denúncia, o esquema começou a operar pelo menos entre os anos de 2020 e 2021.As vítimas eram atraídas por anúncios chamativos, que ofereciam condições facilitadas de financiamento. Após o primeiro contato, os interessados eram recebidos em escritórios de aparência sofisticada, localizados no Centro do Rio de Janeiro.Ali, passavam por uma suposta análise de crédito, que não passava de uma encenação para dar credibilidade ao golpe.
Pagamento antecipado e sumiço dos golpistas
O próximo passo do golpe era a exigência de um pagamento imediato de entrada, geralmente correspondente a 10% do valor do imóvel desejado.Depois do pagamento, o contato com os golpistas era cortado. As vítimas tentavam retornar aos endereços fornecidos, mas encontravam apenas salas vazias ou empresas já desativadas.Segundo o GAECO, pelo menos 70 vítimas já foram identificadas.
Envolvimento de empresas de fachada
A denúncia cita ainda a participação direta de empresas utilizadas para aplicar os golpes, como:
Cooperativa Casa Habitacional Fênix
Fly Investimento e Construtora
Cores do Rio Investimento e Empreendimentos Imobiliários Eireli
Security Investimentos Imobiliários Ltda
A pedido do GAECO, o Juízo da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa determinou a suspensão das atividades dessas empresas.
Um dos réus tem quase 300 registros criminais
Entre os denunciados, chama a atenção um réu que, até o momento da denúncia, já acumulava cerca de 300 anotações criminais, o que demonstra a extensa ficha e o alto grau de reincidência dos envolvidos no golpe.O MPRJ segue apurando o caso e alerta a população sobre os riscos de cair em promessas de crédito fácil, especialmente com pedidos de pagamento antecipado.