Este município tem sido o queridinho dos turistas e até mesmo destino para nova moradia
Por que cada vez mais cariocas estão fugindo do Rio e se mudando para Teresópolis?
Em meio à escalada da violência na capital fluminense, Teresópolis, na Região Serrana do Rio, ganha cada vez mais espaço como refúgio de quem busca paz, segurança e uma vida mais leve. E não é só impressão: os dados comprovam que a migração virou tendência.
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Entenda a mudança: segurança, clima e qualidade de vida
Desde a pandemia, o movimento de cariocas rumo à serra se intensificou. A ideia era temporária, mas, para muitos, virou permanente. É o caso do advogado Pedro Duarte, que largou a carreira no Rio e hoje cultiva morangos com a família em Teresópolis:“Aqui meus filhos brincam na terra. A escola é boa e o Rio está a menos de 1h30 se eu precisar”, relata.Segundo o SECOVI-RJ, entre 2020 e 2024, a cidade registrou aumento de quase 20% na procura por imóveis residenciais. O número de contratos de compra e venda subiu 17,4% e o metro quadrado valorizou 18% em bairros como Agriões e Parque do Imbuí.
Quem são os novos moradores?
Pesquisa da UERJ revelou que:
43% vêm da Zona Norte do Rio;
22% são famílias com filhos;
19% são aposentados e profissionais que trabalham em home office.
É o caso do terapeuta Ewerton Silva:“Atendo online e só vou ao Rio duas vezes por semana.”Além disso, o custo de vida é bem menor. Enquanto o aluguel de um apê simples no Rio sai por R$ 2.200, em Teresópolis é possível pagar R$ 1.400. O IPTU também é mais barato: média de R$ 650 contra R$ 1.900 no Rio.
Segurança pública de país europeu
Os números são impressionantes:
12 meses sem roubos de veículos;
35 meses sem latrocínio;
0 roubos de carga desde julho/2023;
Letalidade violenta caiu 41% este ano;
Homicídios dolosos caíram 33%;
Feminicídios recuaram 60%;
Prisões em flagrante subiram 29%.
Segundo o ex-Bope Rodrigo Pimentel:“Teresópolis tem hoje estatísticas comparáveis a Viena ou Copenhague.”
Construção civil e expansão urbana
De 2022 a 2024, a cidade teve 11 lançamentos imobiliários, com 2.500 empregos no setor. A preferência dos novos moradores são os loteamentos horizontais com foco em sustentabilidade e conforto.
Mas nem tudo são morangos
O crescimento populacional traz desafios:
Aumento de 30% na frota de veículos;
Reclamações sobre abastecimento de água em bairros novos.
A prefeitura lançou um Plano Diretor Participativo para organizar o crescimento, com foco em mobilidade e infraestrutura.