Desfile da Unidos da Viradouro em 2025, no Carnaval do Rio de Janeiro

Carnaval 2026 no Rio de Janeiro está no foco de grande polêmica

Ação fiscalizatória do Ministério Público pode “babar” setor queridinho do público

🕵️‍♂️ MPRJ cobra mudanças na venda de frisas do Carnaval 2026

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou uma ação civil pública contra a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) para que a venda de frisas no Carnaval 2026 passe a ser feita de forma mais transparente e igualitária. A iniciativa da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte foi protocolada na sexta-feira, 05 de setembro.

🎟️ Entenda o que pode mudar

Segundo o MPRJ, atualmente a reserva de frisas é feita apenas por e-mail, um sistema que não assegura a ordem de chegada, não é auditável e prejudica a igualdade entre os consumidores. A ação exige que a Liesa utilize, já no Carnaval de 2026, um sistema de venda tecnológico e auditável, preferencialmente por meio de uma ticketeira, plataforma digital ou empresa especializada em eventos.

💻 Site da Liesa não trazia informações claras

O MPRJ também critica a ausência de informações atualizadas no site oficial da Liesa durante a comercialização dos ingressos para o Carnaval de 2025, especialmente em relação às frisas. Enquanto isso, os ingressos para arquibancadas, cadeiras e camarotes individuais contavam com sistemas mais claros e acessíveis ao público, segundo o órgão.

💸 Multa e indenização em caso de descumprimento

Caso a Liesa descumpra a determinação da Justiça, a ação prevê uma multa diária de R$ 50 mil. O MPRJ também requer que a entidade arque com indenizações por danos morais e materiais aos consumidores que tenham sido lesados. Os valores devem ser revertidos ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados, conforme pede o Ministério Público.

🗣️ Por que isso é importante?

O Carnaval carioca é um dos maiores eventos culturais do mundo, e a venda dos ingressos deve respeitar os princípios do Código de Defesa do Consumidor, como transparência, igualdade de acesso e direito à informação clara. A ação do MPRJ busca garantir que o público tenha acesso justo aos espaços no Sambódromo, evitando privilégios, favorecimentos ou sistemas obscuros que possam prejudicar os foliões.

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