Diversas localidades do Estado do Rio de Janeiro podem ter seu abastecimento de água comprometido

População de diversas cidades do RJ recebe péssimas notícias com relação ao abastecimento de água

ATENÇÃO MORADORES: Situação rendeu até em protestos e gerou grande confusão. Veja localidades atingidas

No último sábado (18), uma manutenção emergencial interrompeu o fornecimento de água em diversas áreas da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Regiões como Realengo, Senador Camará, Jardim Sulacap, Campo dos Afonsos, Vila Aliança e Bangu foram diretamente impactadas, com a normalização do abastecimento prevista para ocorrer em até 48 horas, segundo a Rio+Saneamento. A concessionária recomendou que os moradores façam uso consciente da água até que o serviço seja completamente estabilizado.

Impacto da Falta de Água e Reclamações

A interrupção no abastecimento causou grande insatisfação entre os moradores, que usaram as redes sociais para expressar sua revolta. No calor de 40°C que atinge bairros como Bangu e Senador Camará, a falta de água tornou-se motivo de críticas contundentes. “A gente paga a água para a concessionária fazer manutenção sem aviso prévio”, comentou um usuário na plataforma X (antigo Twitter). Outro desabafou: “Calor de 40°C em Bangu e Senador Camará e não tem água.” A manutenção ocorreu na Estrada Manoel Nogueira de Sá, em Realengo, mas, até o momento, a Rio+Saneamento não informou a causa da intervenção emergencial.

Protestos na Zona Norte

A situação se agravou nesta segunda-feira (20), quando moradores da Rua Clarimundo de Melo, em Quintino, na Zona Norte, organizaram um protesto contra a falta de água. Segundo relatos, algumas áreas do bairro estão sem abastecimento há mais de 20 dias. Durante a manifestação, barricadas feitas com caçambas de lixo e resíduos queimados bloquearam a via. A Polícia Militar foi acionada para estabilizar a situação. A concessionária Águas do Rio afirmou que a manutenção emergencial realizada em Realengo impactou o fornecimento em outros bairros da cidade, incluindo Glória, Catete, Flamengo, Laranjeiras, Centro, Estácio e Santo Cristo, além de áreas da Zona Norte, com exceção da Grande Tijuca.

Tecnologia a Serviço do Abastecimento

Enquanto a crise da falta d’água é motivo de insatisfação, ações como a instalação de novos equipamentos no sistema de distribuição da represa Rio D’Ouro, em Nova Iguaçu, visam melhorar o abastecimento a longo prazo. Na última quinta-feira (16), a Águas do Rio instalou um macromedidor e uma válvula automática na adutora que recebe água da Cedae. O macromedidor permite medir grandes volumes de água, identificar perdas e planejar melhorias no sistema. Já a válvula automática, equipada com telemetria, regula o fluxo de água de forma remota. Esses equipamentos serão conectados ao Centro de Operações Integradas (COI) da Águas do Rio, que monitora o abastecimento em tempo real.

Programa de Melhoria do Abastecimento

A intervenção faz parte do Programa de Melhoria do Abastecimento da Águas do Rio, que busca resolver problemas históricos de desabastecimento em áreas críticas. Apesar desses avanços, a resposta aos problemas imediatos, como a falta de água atual, ainda deixa a desejar.

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