Adutora rompe em Rocha Miranda, e causa ao menos uma morte - Imagens Reprodução TV Globo

Tragédia na madrugada: Rompimento de adutora causa enorme estrago

Coletânea de vídeos mostra rua submersa, casas desabadas, carros e manilhas arrastados e imenso desespero. Uma idosa morreu. Imagens são fortes 

Na madrugada desta terça-feira, 26, por volta das 3h30, uma tragédia atingiu a Rua das Opalas, em Rocha Miranda, Zona Norte do Rio de Janeiro. Uma tubulação de alta pressão, parte da rede de abastecimento da Águas do Rio, se rompeu, causando um forte vazamento que destruiu casas e deixou uma idosa morta. A vítima, identificada pelos moradores como Marilene Rodrigues, de 80 anos, dormia em sua casa quando a estrutura foi destruída pela força da água. A filha da idosa, Simone, expressou sua revolta: “Eu perdi minha mãe! Que saneamento básico é esse!?”

Sobrevivente é resgatada dos escombros

Além de Marilene, outra mulher, Suelen, que cuidava da idosa, ficou presa sob os escombros por cerca de uma hora. Felizmente, ela foi retirada com vida e sofreu apenas ferimentos leves.

Impacto e danos no local

A enxurrada causada pelo rompimento derrubou muros, paredes, telhados e arrancou parte do asfalto. Um carro foi arrastado pela força da água até os fundos de um terreno. Pedaços do cano estourado ficaram espalhados pela rua, junto a uma grande quantidade de areia. Moradores relataram que esta foi a segunda vez no mês que a região sofreu com rompimentos. A tubulação, feita de concreto e com mais de 70 anos de uso (instalada em 1949), tem capacidade de transportar 500 litros por segundo e atende uma extensa área da Zona Norte do Rio e da Baixada Fluminense, com um total de 74 km de extensão.

Responsabilidades e contexto

O sistema é abastecido pela água do Ribeirão das Lajes e pertence à área de distribuição da empresa Águas do Rio. A empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas a idade avançada da canalização levanta preocupações quanto à infraestrutura e à manutenção da rede de abastecimento na região. Tragédias como essa evidenciam a necessidade de melhorias no sistema de saneamento básico e maior fiscalização para evitar novos desastres.

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