Rio Water Planet no Rio de Janeiro dará lugar a complexo residencial

O declínio de três grandes parques “xodós” do Rio de Janeiro

Veja o destino de locais icônicos de diversão e visitado por turistas de várias regiões do Brasil

A Barra da Tijuca, frequentemente chamada de “Flórida brasileira”, já abrigou parques de diversões que marcaram a infância de muitas gerações, mas hoje a realidade é outra. Três desses parques, que um dia fizeram a alegria da população, estão abandonados e serão transformados em empreendimentos residenciais, de acordo com reportagem de O Globo. Um dos casos mais emblemáticos é o Rio Water Planet, em Vargem Grande, inaugurado em 1998 como o maior parque aquático da América Latina, com 400 mil metros quadrados e 45 atrações. Após uma década de sucesso, recebendo até 12 mil visitantes por dia, o parque fechou as portas após uma sequência de acidentes e problemas financeiros. O local, que já foi sinônimo de diversão, será substituído por um condomínio com 700 casas, heliponto e quadras de tênis. Outro parque icônico, o Terra Encantada, localizado na Avenida Ayrton Senna, também teve um destino semelhante. Fechado desde 2010, após a morte de uma visitante em um acidente na montanha-russa, o terreno será transformado em um empreendimento imobiliário. Da mesma forma, o Wet’n Wild, também em Vargem Grande, que fechou sem planos concretos para o futuro de seu espaço de 110 mil metros quadrados. Apesar dessas transformações, especialistas acreditam que o Rio ainda tem potencial para abrigar grandes parques temáticos. Vanessa Costa, presidente da Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (Adibra), defende que a cidade tem uma tradição familiar de visitar parques e poderia ser um grande destino turístico, especialmente com projetos como o Imagine, de Roberto Medina, que será o maior complexo de entretenimento da América Latina, previsto para abrir em 2028. Enquanto os antigos parques são demolidos e transformados em condomínios, um empreendimento resiste ao tempo: o Parque Shanghai, na Penha, fundado em 1919, continua em operação, mantendo tradições que atravessam gerações. Segundo Leonardo Waller, sócio do parque, eles seguem modernizando as atrações, mas mantendo clássicos como o bate-bate e o carrossel. O futuro dos terrenos dos antigos parques de diversões aponta para a expansão do mercado imobiliário na região, que, embora rica em verde, sofre com a favelização. Especialistas como o ambientalista Ricardo Bittencourt alertam para a necessidade de melhorias viárias e infraestrutura, especialmente nas áreas próximas ao Maciço da Pedra Branca, onde os novos projetos residenciais estão sendo desenvolvidos. NOVO CANAL PARA DENÚNCIAS em Nova Friburgo e região serrana para compartilhar denúncias, acidentes e flagrantes. ACESSE O LINK: https://chat.whatsapp.com/ERr5AYCO0Nq0g0KXQC21iL

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