Bandidos usam drone para soltar granada em rivais no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro: Bandidos usam drone para atacar rivais

Violência ganha patamar assustador com uso de tecnologia. Veja as características do equipamento que lançou granada em facção

A Zona Norte do Rio de Janeiro vive um cenário de terror com o uso de drones para lançar granadas em comunidades controladas por facções rivais. A Polícia Civil iniciou uma investigação intensa após relatos alarmantes de moradores das localidades do Complexo de Israel e Quitungo sobre ataques com explosivos feitos por esses equipamentos.
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Segundo testemunhas, os traficantes têm utilizado drones para monitorar alvos antes de efetuarem os ataques. Imagens supostamente gravadas pelos próprios criminosos mostram o planejamento detalhado e a execução dos lançamentos, como no recente incidente no Morro do Quitungo, onde uma granada foi lançada próxima a um ponto de venda de drogas, ferindo cinco homens ligados ao tráfico. O drone utilizado, um modelo da marca DJI com autonomia de 46 minutos de voo e alcance de até 15 km, revela a sofisticação tecnológica empregada pelos criminosos. Equipado com câmera de alta definição e capacidade de zoom digital potente, o dispositivo permite a captura detalhada das áreas antes dos ataques. A Polícia Civil já está em contato com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para verificar se houve solicitação legal para o uso desses drones no espaço aéreo das comunidades afetadas. A preocupação com a segurança dos moradores aumenta, especialmente após um drone cair na casa de uma moradora no Quitungo, evidenciando o perigo iminente dessas ações. Diante da gravidade da situação, as autoridades intensificaram operações nas comunidades afetadas, como Cinco Bocas, Cidade Alta e Pica-Pau, controladas pelo Terceiro Comando Puro (TCP). O objetivo é reprimir o crime organizado local e prender os responsáveis pelos ataques, que representam um sério risco à segurança pública. Enquanto isso, a população local vive sob constante tensão, temendo novos ataques e buscando respostas sobre a eficácia das medidas de segurança adotadas pelas autoridades para conter essa nova forma de violência urbana. A investigação segue em curso para identificar os pilotos dos drones e deter os envolvidos nesses atos criminosos que têm causado terror na região.

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