Contrato emergencial vence em janeiro e licitação está marcada para dia 23. Na primeira tentativa, nenhuma empresa se interessou. Edital teria “falhas” e não houve mudanças. Veja os detalhes na matéria
O contrato emergencial da Prefeitura de Nova Friburgo com a NOVA FAOL, concessionária que administra o transporte público de Nova Friburgo, termina no final de janeiro. O Executivo terá que correr contra o tempo para garantir que a população não fique sem o serviço.Uma nova licitação foi marcada para, quem saber, definir de vez a empresa que ficará responsável pela concessão do transporte de passageiros pelos próximos 10 anos. O contrato terá o valor de pouco mais de R$ 650 milhões.As expectativas, no entanto, não são boas. Em 19 de dezembro, a primeira tentativa de licitação deu deserta, ou seja, não houve interessados em assumir o serviço na cidade. O edital, inclusive, foi parar na justiça. Isso porque, segundo a NOVA FAOL, aconteceram diversos erros referentes ao estudo da COPPE UFRJ que apontou valores defasados e não considerou outros indicativos que pautam serviços, salários, equipamentos, entre outros insumos.Ainda segundo a concessionária, há o indício de que a redução de cerca de R$ 70 mil quilômetros rodados, o que deve acarretar na extinção de algumas linhas, na redução de muitas viagens e na mudança de dezenas de itinerários. Com isso, milhares de friburguenses podem ser afetados.Em linhas gerais, segundo a direção da empresa, o valor do salário do colaborador (funcionário) estaria errado. “Não entrou o dissídio de 01/12/23. O valor dos ônibus, pneus e insumos estão abaixo do mercado”.Um dos principais pontos do edital é a de que a empresa vencedora da licitação será paga por quilômetro rodado. Ao que parece, o valor proposto é de R$ 8,46 por quilômetro, sendo que o ideal, de acordo com a concessionária, seria de R$ 9,92. Diante da alteração dos itinerários, a avaliação da NOVA FAOL é de que a quantidade de quilômetros rodados será muito menor.Os principais aspectos da licitação, segundo a NOVA FAOL, que podem impactar o serviço de transporte público em Nova Friburgo:
Pelo estudo da concessionária, serão cerca de 70 mil quilômetros rodados a menos por mês. O equivalente a cerca de três dias úteis atuais;
Redução do espaço interno dos veículos. Atualmente, são 78 ônibus com a capacidade para mais de 100 passageiros. No edital, a proposta é que 74 ônibus tenham capacidade entre 40 e 50 passageiros;
Reduzir viagens, alterar rotas e deixar de atender algumas localidades:
Catarcione será atendendo apenas na parte de baixo do bairro, o veículo não irá passar na Rua Machado
Alto de Olaria, não irá até o Barroso
Vale dos Pinheiros: não vai passar pela Vila Amélia, deixando de atender Lagoinha, SESI e Fábrica Filó. A proposta é passar pelo Parque São Clemente
Jardim dos Reis não subir até o final, ir somente até Nova Suíça e retornar via Braunes
Amparo, deixar de passar pela RJ 150 e Chácara onde tem mais passageiros. A proposta é passar pelas Braunes, considerado um local ermo
São Jorge terá seu itinerário encurtado deixando de atender 60% do bairro, ao não passar pela Rua Evangelista Manoel da SilvaLinhas que já no início deixarão de ir ao centro direto:
Alto do Catete
Bairro Novo
Parque das Flores
Furnas
Belmont
Santo André/G.Mimosa
Marajoi
Alto do Mozer
Loteamento Folly
Santa Luzia
Benfica
Pontos de transbordo: A licitação não indica suportes nas Praças de Conselheiro, Olaria e nem no distrito de Lumiar para comportar usuários que irão aguardar uma nova conexão.
População pode ficar sem o serviço?
Se a prefeitura não conseguir concluir a licitação a tempo – o que deve acontecer – e não houve um novo contrato emergencial com a NOVA FAOL, a empresa pode optar por encerrar os serviços. No entanto, como a concessionária opera desta maneira desde 2018 e a Prefeitura paga um subsídio à empresa, a expectativa é de que o serviço continue a ser prestado até que a licitação. Portanto, os friburguenses podem ficar despreocupados.
A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização doEcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.