“Toda potência ao corpo” poderá ser contemplada na Usina Cultural Energisa. Ocupação retrata de forma sensível e potente temáticas como corpo, território, cidade, dança, vida e afetos
No próximo dia 15 de novembro, às 18h30, na Usina Cultural Energisa (Praça Getúlio Vargas, 55 – Centro) acontece uma roda de conversa sobre a exposição “Toda Potência do Corpo” – que estreou no último dia 27 – dedicada exclusivamente a artistas mulheres muito talentosas. A ocupação reúne o trabalho de oito artistas, todas mulheres, sendo sete residentes da cidade de Nova Friburgo. A mostra conta com variadas linguagens artísticas, bordado, pintura, lambe-lambe, poesia, audiovisual, escultura e fotografia e pode ser visitada de terça à sábado na Usina Cultural Energisa (espaço anexo). Os trabalhos de Agatha La Pietra, Katharina Poll, Maiara Felício, Maria Sanches, Mariana Pietrobon, Mayra Muniz, Rayune Marchon e Roberta Alves retratam de forma sensível e potente os universos particulares de cada artista, que dialogam horizontalmente temáticas como corpo, território, cidade, dança, vida e afetos.A ocupação foi montada em quatro dias com o objetivo de revitalizar e reconhecer a importância do espaço (fechado há quase cinco anos) para artistas da cidade e arredores. Maria Sanches, produtora da mostra e curadora conta que tudo aconteceu de forma muito orgânica: “Apesar de algumas artistas nem se conhecerem pessoalmente até então, os trabalhos foram interagindo tanto com o espaço como ele se apresentava, quanto uns com as outros, e apesar do pouco tempo, todos os trabalhos acabaram conversando de forma totalmente harmônica!”.Para Rayune Marchon “Nossa cidade coleciona artistas independentes e um lugar como esse é extremamente importante para proporcionar a troca de experiências entre esses artistas e principalmente permitir que o público em geral tenha acesso a essas obras.”Produzida em pouco tempo, a Ocupação também oferece um momento para troca e conversa entre as artistas e o público e promete ainda incorporar mais mesas, festas e outras atividades à programação. Dia 15 de novembro às 18h30 acontecerá uma conversa com as artistas para contarem conversarem sobre o processo de criação com mediação de Bruna Costa, professora da turma de História da Arte do Cefet Nova Friburgo.
Artistas
Ágatha La Piedra – pintura e esculturas de papel machê
É mãe e multiartista. Nascida em Niterói e criada na zona Norte do Rio de Janeiro. Hoje, reside em Nova Friburgo, onde trabalha como tatuadora e artista. Seu trabalho é autobiográfico e apresenta fragmentos da própria realidade consciente e inconsciente. Cria, assim, personagens e cenários improváveis, mas que tratam de temáticas universais como estranheza, solidão, sentimentos ambíguos da maternidade e outras realidades pulsantes do seu próprio mundo interno.
Katharina Poll – Vídeo
Katharina Poll é desenhista industrial formada pela Universidade Federal Fluminense, atua desde 2019 como designer gráfica. Atualmente, concentra sua pesquisa na interseção entre design, tecnologia e os aspectos humanos.
Maiara Felício – fotomontagem
Jovem negra e periférica de Nova Friburgo, uma das idealizadoras do Movimento Negro Império das Negas e a primeira mulher negra eleita na história da cidade. Fotógrafa, artesã, costureira e tudo o que sonhar.
Maria Sanches – curadoria e bordados
É friburguense, artista visual com pesquisa em corpo e sensorialidade, designer, produtora, curadora de artes visuais e terapeuta corporal reichiana. Artista de rua participou com o projeto de lambes “o corpo que sente” da IV CALLE Bienal del Performance “Território – Memória Ancestral”, que acontece simultaneamente em diversos países da América Latina e no ano de 2021 teve sua primeira edição em São Paulo. Foi integrante da coletiva de lambe lambe papel.mulher que espalha poesia de mulheres pelas ruas de toda América Latina e é na atualidade o maior coletivo de lambe lambe do Brasil composto apenas por mulheres.
Mariana Piêtrobõn – poesia e fotografia
Produtora cultural, poeta, escritora, doceira, fotógrafa e dona de um olhar poético fértil e amplo sobre as pessoas, sobre o mundo, suas belezas e seus escombros. Sempre em busca de seu lugar no mundo, de uma verdade própria, que a representasse, encontrou no olhar poético sua definição, seu lugar e seu propósito. Encontrou esse olhar em tudo o que sempre realizou e produziu, tanto na escrita quanto nas relações, histórias, imagens e comidas que produz, tudo retratando sua maneira de ver o mundo, de SER nesse mundo
Mayra Muniz – lambe-lambe com pintura
Mayra é designer multidisciplinar e ilustradora, com formação em Moda. Pesquisadora e experimentadora gráfica independente, busca aliar seu trabalho a projetos de variados campos, que priorizem a autoralidade (no lugar da adequação a padrões técnicos e estéticos), tendo a consciência no processo como fundamento principal na criação.
Roberta Alves – poesia.
Poeta, bailarina, palhaça e terapeuta reichiana. Da arte, do corpo, da escrita. Do mover e comover_se. Nascida no Rio de Janeiro, re-nascida em Saquarema.
Rayune Marchon – lambe-lambe com interferências
Rayune, é friburguense e se considera uma contadora de histórias visuais. Na maior parte do tempo é tatuadora, mas para além disso, para ela, a arte é uma jornada de autodescoberta, segue constantemente pesquisando e experimentando novas maneiras de representar o mundo ao seu redor. Seja em projetos digitais ou físicos.
Serviço:
Terça a sábado das 14h às 20h (possibilidade de alteração). Dia 15 de novembro às 18:30h acontecerá uma conversa com as artistas com mediação de Bruna Costa, professora da turma de história da arte do Cefet Nova Friburgo.A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização doEcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.Redes Sociais do EcoSerranoTelegramGrupo de Whatsapp 3Grupo de Whatsapp 2Grupo de Whatsapp 1 Instagram: @ecoserranoFacebook: @ecoserranooTwitter: @serrano_ecoYoutube: EcoSerrano