Organizadores da 19ª edição destacaram que o evento reforça a democratização da cultura. Festival reuniu artistas brasileiros, europeus e dos EUA, em apresentações empolgantes
De quinta-feira, 8, a domingo, 11, Rio das Ostras foi palco do maior Festival de Jazz & Blues da América Latina. Em sua 19ª edição, o evento que é considerado, também, um dos maiores e melhores do mundo, já reuniu mais de um milhão de pessoas ao longo dos anos. Foram cinco palcos e 30 atrações durante os quatro dias. Mesmo com uma temperatura superior a 30 graus em alguns momentos, o público curtiu de maneira intensa cada apresentação.Por conta do feriado de Corpus Christi, que naturalmente eleva a quantidade de visitantes à Região dos Lagos, a Prefeitura de Rio das Ostras montou um esquema especial de trânsito durante o evento e teve a aprovação do público. A edição, muito bem organizada e pensada em seus mínimos detalhes foi, também, uma realização da Fundação Rio das Ostras de Cultura, do Governo Federal – Ministério da Cultura; correalização Sindicomércio; com apresentação do SESC, Lei Estadual de Incentivo à Cultura; patrocínio Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa, Sapura, Vallourec, Oceânica, Paiol, Supermercado Azul, Rio+ Saneamento, Suga Tudo; apoio do SAAE – Serviço Autônomo de Água e Esgoto e Alternativa Internet; e produção Azul Produções Artísticas. O evento faz parte do Circuito Sesc Jazz & Blues.
Impressões do Público
O EcoSerrano, convidado especial da organização do evento, circulou por todos os palcos e assistiu às apresentações dos artistas locais e internacionais. Foram mais de 100 horas de cobertura e, por onde andava, a expressão de satisfação do público estava estampada no rosto de cada um.Os artistas, que de forma certeira foram contratados sob o olhar sensível de Stênio Mattos, da Azul Produções e responsável pela produção do evento desde a primeira edição, empolgaram a audiência, mesmo aqueles que não tinham o costume de ouvir o estilo musical.“Eu sou mais do rock, mas é inegável a beleza do som de um saxofone e o conjunto de sons que transformam o jazz e o blues numa doce melodia para os nossos ouvidos”, disse Ricardo Muriaelli. Em sua sétima edição, a carioca Esther Gilardi, diz que aprendeu a gostar dos estilos musicais por conta do Festival. “Estava de passagem pela cidade e calhou de ser durante o evento. Assisti a algumas apresentações e fiquei maravilhada. Apesar de conhecer jazz e blues, não tinha o costume de ouvir. Agora, ouço todos os dias, principalmente quando estou dirigindo e viajando. Estarei aqui no ano que vem, com toda a certeza”, afirmou.
Apresentações emocionaram
Considerado um dos melhores palcos do Festival, no primeiro dia, o anfiteatro da lagoa de Iriri recebeu os holandeses do The Jig, uma das atrações iniciais do festival. O grupo encantou o público com uma apresentação de tirar o fôlego. Em seguida, na Boca da Barra, sob um pôr do sol espetacular, Stanley Jordan e Dudu Lima, dos EUA, embalaram o fim de tarde. À noite, outra grande atração foi Bill Evans que agitou o público no palco principal, em Costazul. Uma das apresentações mais aguardadas foi de Rick Estrin & The Nightcats (EUA), no segundo dia de evento. Os norte-americanos demonstraram uma vibração espetacular e contagiou a galera do início ao fim. O baterista Dobie Strange era um dos mais empolgados. Muito simpático, a todo momento buscava interagir com os brasileiros que retribuía o carinho com aplausos e gritos de alegria. Por diversas vezes, Dobie chegou a saltar e vibrar com o público e, no momento mais emocionante, batucou nas hastes de metal da estrutura do evento, em uma garrafa de vidro e na própria boca, demonstrando talento, simpatia e muita energia no pequeno espaço.Outra atração que fez o público delirar foi a de Vanessa Collier. Dona de uma voz incrível e um talento natural para o saxofone, a artista dos Estados Unidos, não se intimidou com o calor e fez a temperatura subir ainda mais com seu ritmo. No ponto alto de sua apresentação, Vanessa foi até o meio do público tocando seu instrumento favorito e posou para fotos e vídeos durante a apresentação.
Organizadores e apoiadores comemoram sucesso da 19ª edição
O festival é benéfico para praticamente todos os setores, principalmente a economia local. Na última edição, durante os quatro dias de evento, foram gerados cerca de 2.500 empregos diretos e indiretos e fez movimentar cerca de R$ 8 milhões. Para este ano, segundo Marcelo Ayres, do Sindicomércio e Fecomércio, a expectativa é de alcançar os dois dígitos. “A cidade está lotada, hotéis e pousadas todos ocupados, os restaurantes tem uma grande movimentação, o comércio varejista com um grande movimento, estamos gerando milhares de oportunidades de trabalho nesses dias de evento. A expectativa – que não é ousada – é chegar a, no mínimo, R$ 10 milhões. Eu acho que é possível ter esse impacto econômico e de uma forma tranquila. Principalmente com a participação do Sesc. E para o ano que vem vamos entregar muito mais”, garantiu Ayres.Ao EcoSerrano, Stênio Mattos lembrou que o público friburguense é um dos mais assíduos do evento. “O festival foi feito com muita emoção e com muito sacrifício. Essa edição está melhor ainda do que o ano passado. Ao longo dessas 19 edições, Nova Friburgo tem um destaque especial, por conta dos friburguenses que são os nossos maiores espectadores”.Pelo terceiro ano, o Sesc faz parte da realização do festival. Por conta disso, veio a inspiração para a criação do Circuito de Jazz & Blues do qual o evento está inserido. É a segunda edição do Circuito, conforme destacou Alexandre Couto, gerente do Sesc Nova Friburgo, ao EcoSerrano. “É uma alegria muito grande estar no local onde eu considero o berço do Jazz. Esta é a segunda edição do circuito do Jazz & Blues e o festival tem uma sinergia com a proposta de trabalho do Sesc que é fortalecer os municípios e fomentar a cultura. Queremos que o público que não tem como ter acesso a artistas com estes que estão aqui passem a ter este contato. O evento já nos inspirou!”, ressaltou Alexandre.Cristiane Regis, Presidente da Fundação de Cultura, salientou as diferentes formas de arte que foram exibidas durante os quatro dias de evento. “É uma experiência democrática e a gente consegue ter uma abrangência enorme. Nosso artistas têm a possibilidade de apresentar o seu trabalho e não só estamos falando de música, mas de artesanato, esculturas, pinturas. Temos uma espaço plural para todos os gostos. A gente costuma dizer que o Jazz & Blues é o Carnaval de Rio das Ostras e os artistas que por aqui passam ficam felizes de estarem na cidade e neste evento.”Aurora Siqueira, Secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Rio das Ostras, reforçou a democratização do evento ao enfatizar que cinco palcos são uma forma de atingir o mais público possível. “Por que o festival tem muitos palcos? Porque é importante que todos tenham acesso. É uma maratona, mas é importante. Tem gente que não consegue ir durante o dia e tem gente que não consegue ir à noite. As apresentações foram em diferentes horários para abranger o grande público. É uma experiência muito boa”.A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.Redes Sociais do EcoSerranoTelegramGrupo de Whatsapp 3Grupo de Whatsapp 2 Grupo de Whatsapp 1 Instagram: @ecoserranoFacebook: @ecoserranooTwitter: @serrano_ecoYoutube: EcoSerrano