Atrasos, falta de manutenção, supressão de horários: veja as principais reclamações ao transporte público em Nova Friburgo

NOVA FAOL explica à população os principais problemas enfrentados na cidade. Prefeitura estabelece regras para a concessão do transporte público na cidade. Licitação está próxima de acontecer

O ex vereador Cláudio Damião, durante o programa Momento Cidade, que acontece às sextas-feiras, das 10h às 11h, na Rádio Comunidade, pediu para que a população enviasse seus comentários a respeito do serviço de transporte público em Nova Friburgo. Tão logo o pedido foi veiculado nas redes sociais, dezenas de usuários enviaram mensagens ao ex parlamentar com diversas queixas ao serviço. Muitas delas, são queixas pontuais no que diz respeito a determinadas linhas. Mas no geral, segundo o material que recebeu da sua audiência, o ex-vereador informou ao EcoSerrano que as reclamações sobre atrasos nas linhas, falta de manutenção e supressão de horários são constantes.

Veja as principais reclamações:

  • Não tem ônibus para o Alto de Olaria após às 19h nos finais de semana;
  • Linhas Amparo e Nova Suíça às vezes “pulam horário” e deixam passageiro esperando muito tempo no ponto;
  • Rio Grande de Cima: apenas três horários em dias úteis e apenas dois horários aos finais de semana e feriados;
  • Relatos de ônibus sem freio, sujo, com bancos quebrados;
  • Alto do Schuenck, Nova Suíça, Amparo, Lumiar, São Pedro da Serra, Solares, Campo do Coelho: relatos de ônibus quebrados e interior dos veículos com bancos rasgados. Essas linhas também registram muitos atrasos; 
  • Linha Orfanato (Chácara do Paraíso): retiraram muitos horários e até hoje não retornou à normalidade. Aos finais de semana a linha roda em somente dois horários
  • Relatos de ônibus com problemas no sistema de freio são muitos em diversos bairros

O que diz a FAOL?

Em nota, a NOVA FAOL, empresa que administra o serviço de transporte público em Nova Friburgo, explicou que com relação às grades de horários, a empresa realiza todas as viagens em termo acordado com a Prefeitura, pelo instrumento de contrato emergencial 127/21 e que teve uma liminar judicial prorrogando por mais 12 meses. O contrato tem 112 veículos na frota sendo 101 operantes. É o mesmo modelo que sagrou vencedora a extinta Itapemirim Com relação aos atrasos, a empresa explicou que eles existem quando há congestionamento de trânsito. “As linhas de Amparo e Nova Suíça fazem o mesmo trajeto, RJ 150 e no trecho da Chácara do Paraíso em ambos os sentidos. No pico da manhã e à tarde, tem uma detenção devido ao colégio Júlio Salusse. É grande o volume de carros que acessam e saem da Av. Nossa Senhora do Amparo, no sentido Centro – pico da manhã e tarde -, além de uma retenção por trás da fábrica Haga, mas estamos fazendo esse monitoramento das linhas e da melhor maneira amenizando os atrasos com carro reserva. Também informamos a Secretaria de Ordem e Mobilidade e a Subsecretaria Serviços Concedidos sobre trânsito inclusive com fotos”, justificou a NOVA FAOL. Sobre as quebras nos veículos e reclamações de falta de manutenção, a concessionária informou que todos os defeitos são informados pelos motoristas e são feitos os reparos. “Temos um sistema que quando o motorista encosta o carro ele tem que dar ‘ok’ ou relatar um defeito para que seja feito o reparo para sair no dia seguinte.” “Em relação a limpeza, temos algumas linhas que ainda não tem pavimentação e quando os ônibus trafegam por ela realmente entra poeira no interior do veículo, linhas como Alto do Schuenck, Alto do Catete, Faz Rio Grande, Salinas, Santa Cruz, Rio Grande de Cima, Vargem Alta, Toledo, Macaé de Cima, Rio Bonito, Benfica, Bocaina, todas essas linhas quando o carro está se deslocando do bairro até o Centro vai estar empoeirado. Temos uma garagem de apoio para fazer uma limpeza e amenizar essa poeira e quando o carro é recolhido, todos são devidamente limpos”. Sobre os bancos rasgados, a concessionária explicou que os veículos, frequentemente são alvos de vandalismo. “Os reparos são feitos, mas muita das vezes não damos conta pois a quantidade é grande. Recentemente, pegamos alguns estudantes e conseguimos identificá-los como autores desses atos. Levamos essas imagens ao Colégio e entregamos aos diretores para que conversem com os pais dessas crianças”, finalizou a nota da concessionária.

Licitação do transporte público está no forno

Nesta terça-feira, 6, a Prefeitura publicou no Diário Oficial atos necessários à concessão dos serviços públicos municipais de transporte coletivo. Entre as principais determinações, estão:
  • Os contratos de transporte público coletivo terão prazo de 10 (dez) anos,
prorrogáveis por igual período. Com objetivo de universalização dos serviços públicos, o Poder Concedente licitará, preferencialmente, e com base nos estudos técnicos realizados, conjuntos de serviços/ligações/linhas, bacias ou áreas para a operação dos transportes públicos coletivos, podendo, eventualmente ser divididos em lotes a fim de possibilitar que mais de uma empresa venha ganhar o direito de executar os serviços.
  • O sistema de transporte deverá ser adequado às alternativas tecnológicas
disponíveis e atenderá ao interesse público, obedecendo às diretrizes gerais do planejamento global da cidade, o uso e a ocupação do solo e o sistema viário básico, respeitando, obrigatoriamente, os princípios de planejamento urbano do Estatuto das Cidades, da Lei Orgânica Municipal e da legislação municipal pertinente, bem como o Plano de Mobilidade Urbana a ser fixado. 
  • Apresentar, sempre que for exigido, seus veículos para vistoria técnica, comprometendo-se a sanar, no máximo em 5 (cinco) dias úteis, as irregularidades que possam comprometer o conforto, a segurança, a qualidade e a regularidade do transporte de passageiros, sujeitando-se ao afastamento da prestação do serviço os veículos cujos defeitos possam comprometer a segurança da operação, os quais deverão ser substituídos por outros, de forma que a prestação do serviço, de nenhum modo, seja prejudicada.
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