Transporte Público: Licitação deve sair no próximo mês. Estudo que norteou certame custou quase R$ 1 milhão

Durante o Debate EcoSerrano entre o Secretário de Governo Rodrigo Ascoli e a vereadora Priscilla Pitta, o gestor explicou as melhorias previstas para o transporte friburguense 

Na noite da última segunda-feira, 8, durante o 4º Debate EcoSerrano, o Secretário Geral de Governo Rodrigo Ascoli deu boas notícias para a população friburguense com relação ao transporte público. Segundo Ascoli, está previsto para junho o certame que poderá definir a empresa responsável por administrar o transporte público da cidade. Com o processo de licitação terminado, é possível que até o final deste ano a empresa responsável por gerir o transporte da cidade comece a operar.

O que é o problema do transporte público?

Atualmente, a situação é a seguinte: A NOVA FAOL opera na cidade desde 2018 sem um contrato de concessão. Através de um contrato emergencial, firmado com a Prefeitura sob a tutela dos órgãos de controle, desde 2021 e renovado em 2022, a concessionária presta o serviço de transporte público enquanto o processo de licitação não é finalizado. Neste período, a Prefeitura de Nova Friburgo se comprometeu a realizar um estudo sobre a mobilidade urbana da cidade, que contempla a parte de transporte público. Com este estudo em mãos, o relatório apontaria as principais necessidades para um modelo de concessão que atenda a população friburguense.

O estudo 

O estudo que vai definir o modal do transporte público e pautar possivelmente o Plano de Mobilidade Urbana de Nova Friburgo, teve início em abril de 2022. A empresa responsável por fazer a captação de dados é a COPPE UFRJ, tida como referência na área. Inicialmente, a previsão era de que os trabalhos durassem por seis meses, aos custos de cerca de R$ 300 mil. No entanto, de acordo com Rodrigo Ascoli, diante da complexidade e do modal escolhido, o estudo durou mais tempo e custou R$ 970 mil. “A ideia é de que tenhamos um sistema que cuide da bilhetagem, fiscalize e faça o gerenciamento da parte de reclamações e relações públicas e tem a parte propriamente dita da concessão. A previsão é de que em junho a gente consiga fazer a licitação”, projetou o Secretário de Governo. “Contratamos a COPPE UFRJ, uma entidade de renome, para fazer um estudo do nosso trânsito e dar um melhor modal. Termos esses dados para saber das especificidades do nosso sistema de trânsito. Não há retaliação da nossa parte com empresa alguma. Queremos regularizar o serviço de transporte e trazer a melhoria para a população. Queremos ter um contrato para respaldar toda essa relação”, garantiu Ascoli.
“O Transporte Público é um grande desafio” 
O Secretário De Governo fez uma referência à postura inicial da gestão de Johnny Maycon a respeito da NOVA FAOL. No início do governo, aconteceram diversas reuniões e tentativas de resolução do tema. Por pouco a empresa Itapemirim não assumiu o transporte público. Pouco tempo depois a empresa declarou falência. Os fatos e as polêmicas resultaram em uma CPI, presidida pela vereadora Priscilla Pitta. “Há reclamações com ônibus quebrados em Alto de Olaria, Perissê, Solares e outras localidades. Houve vaidade da atual gestão para tirar a empresa atual a qualquer custo. Conheço o Rodrigo Ascoli e seu de sua seriedade e por isso eu peço um olhar com mais carinho para a população que pega ônibus”, pediu a vereadora durante o Debate.

Modelo de concessão

“O estudo está sendo feito por pessoas absolutamente competentes”, garantiu Rodrigo Ascoli. “Encaminhamos para a Câmara uma possibilidade até de ser apenas um lote”, disse o secretário ao se referir ao sistema de divisão de linhas. Com apenas um lote em disputa, a empresa vencedora do certame seria responsável por todas as linhas da cidade. Caso siga o modelo das tentativas passadas as linhas serão dividas em dois lotes. Cada lote com um conjunto de bairros de diferentes localidades “misturados de nortes a sul”. “Estamos vendo a viabilidade de trazer um modal que seja por quilômetro rodado. E nesse modelo é possível ainda, vendo a necessidade, criarmos linhas novas para atender a população”, acrescentou Ascoli.

Subsídio

Durante parte da gestão do governo Renato Bravo, o subsídio entre R$ 300 e R$ 400 mil pago mensalmente pela Prefeitura à NOVA FAOL deixou de ser debitado. À época, quando era vereador, Johnny Maycon era contra o pagamento. Atualmente, o Prefeito Johnny Maycon, através do contrato emergencial assinado, acertou o pagamento do subsídio. “Quando o Prefeito Johnny Maycon era vereador, fez os apontamentos, mas com conteúdo. Hoje nós pagamos o subsídio, mas por recomendação dos órgãos de controle. Não temos dúvida que precisamos melhorar e não estamos aqui para defender a empresa, mas sim a população. Não há nenhum amparo legal que me permita assinar o contrato com a empresa atual porque ela tem toda estrutura em detrimento de outras, é preciso fazer uma licitação”, ponderou Rodrigo Ascoli durante o debate. “Precisamos ter uma tarifa justa. Quando falamos em subsídio hoje em dia parece que estamos dando dinheiro para empresa, mas é o modal que acontece no país. Atualmente, é um assunto que requer estudo porque é algo complexo, a discussão não pode ser somente no plenário da câmara”, finalizou o secretário. “Subsídio existe para cobrir as gratuidades na passagem. Nada é de graça. Hoje os estudantes, pessoas idosas e demais passageiros que têm direito a gratuidade, não pagam a passagem, mas os contribuintes friburguenses pagam impostos e, parte deles, vai para o fundo de onde se retira o dinheiro para pagar o subsídio. Tecnicamente, ninguém anda de ônibus de graça e é preciso que isso fique bem claro”, esclareceu a vereadora Priscilla Pitta.  A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial. Redes Sociais do EcoSerrano Telegram Grupo de Whatsapp 3 Grupo de Whatsapp 2    Grupo de Whatsapp 1   Instagram: @ecoserrano Facebook: @ecoserranoo Twitter: @serrano_eco Youtube: EcoSerrano
Back To Top