Sua internet ainda está ruim? Perto de completar 1 mês, ataques cibernéticos continuam e provedores cobram autoridades

Em carta aberta, quase 50 provedores de todo país, incluindo empresas que atuam em Nova Friburgo, pedem celeridade nas investigações

Desde 26 de fevereiro, provedores de todas as regiões do país têm sofrido com ataques e ação de criminosos que refletem na instabilidade dos serviços que dependem da internet. Ao que parece, os ataques vieram da cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, embora a localização possa ser falsa. No Estado do Rio de Janeiro, desde o mês passado, mais de 40 provedores de internet sofrem para levar aos clientes um serviço estável. As reclamações são muitas e mesmo com a mídia divulgando amplamente, assim como as empresas emitindo notas de esclarecimento sobre os ataques, alguns usuários ainda não conseguiram ter a dimensão do problema. Diante disso, quase 50 provedores de internet do país, entre eles empresas que atuam em Nova Friburgo, assinaram uma carta aberta em que cobram das autoridades uma solução e maior segurança para estes ataques. “Só no Estado do Rio, dezenas de Provedores de Internet já reconheceram, por meio de comunicados aos seus clientes, que estão sob severos ataques dessa natureza… Ressalte-se que essa prática criminosa não é um fenômeno social novo. Em publicação do dia 9 de março de 2023, a ABRANET (Associação Brasileira de Internet) apresentou dados que indicavam a dimensão do problema. A notícia “Ataques DDoS se proliferam e têm picos de 300 Gbps”. Desde o início deste ano, esse tipo de ataque tem se intensificado, chegando a ser considerado por especialistas como “o maior ataque DDoS que se tem registro”. Além do grande volume de tráfego indesejado, com picos que podem ultrapassar 1 Tbps, os meios usados pelos criminosos são diversificados e estão sendo aprimorados para causar mais danos aos consumidores. Assim, as estruturas de mitigação dos provedores, por melhores que sejam, ficam sobrecarregadas. “Esses ataques são notadamente conhecidos como atos de “Força Maior”, já que constituem um fato ou evento imprevisível, ou de difícil previsão, que, infelizmente, não pode ser evitado apenas pelas proteções dos Provedores de Internet, pois são cometidos de forma ilegal por criminosos”, diz a carta. Os provedores pedem que as autoridades, associações de telecomunicações e agentes reguladores trabalhem em conjunto para solucionar o caso. “Em primeiro momento, identificando e dando publicidade à real motivação para esses ataques. Afinal, a quem interessa esses ataques? As autoridades precisam apresentar respostas e penalizar, exemplarmente, todos os criminosos envolvidos. E em segundo e definitivo momento, aprovando mudanças na legislação vigente e garantindo a sua eficácia jurídica através de ações e políticas coordenadas para investigar e punir com mais rigor esse tipo de crime. Além disso, proteger os direitos dos consumidores e coibir essa prática ilegal”, sugeriram as empresas no documento.  A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial. Redes Sociais do EcoSerrano
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